Jornada da empreendedora é pauta no mercado
- 23 de ago. de 2024
- 3 min de leitura
Serviços e iniciativas voltadas ao público feminino que empreende ganham força e são pauta no ecossistema empreendedor

As particularidades do empreendedorismo feminino têm estado cada vez mais em pauta e se tornado o centro de produtos, serviços e programas que geram soluções aos desafios das empresárias no Brasil e no mundo. Abaixo você encontra alguns exemplos de como isso tem acontecido na prática.
Com foco na inclusão de mulheres no ambiente dos empreendimentos, em 2022 a Rede Mulher Empreendedora em parceria com a Loja de Vendedores Parceiros da Amazon lançou o programa de aceleração de negócios nomeado Decola Garota. No ano de 2024 está acontecendo mais uma edição, que selecionou 30 empreendedoras com negócios focados em vender produtos físicos não perecíveis.
Também em 2022, foi lançada a plataforma TodasConectadas, uma parceria entre a ONU Mulheres, a Microsoft, a Mastercard e outras empresas e instituições. Ela foca em oferecer letramento digital para mulheres da América Latina e Caribe para potencializar suas oportunidades de trabalho e seus empreendimentos.
O Fundo Dona de Mim foi criado em 2020 pelo Grupo Mulheres do Brasil, e dentre suas fundadoras estão Sônia Hess e Luiza Helena Trajano. Ele nasceu para atender à dificuldade de acesso a crédito por parte de microempreendedoras. Hoje o fundo conta com o apoio do Microcrédito Social do Banco BTG Pactual e da Sigma Lithium Corp., empresa multinacional que produz Lítio Verde 100% sustentável em Minas Gerais.
A Cartier, marca de bens de luxo, lançou em 2006 o Cartier Women’s Initiative, programa voltado a negócios com impactos sociais e ambientais que sejam liderados ou fundados por mulheres. As ganhadoras do prêmio oferecido são agraciadas não apenas com uma quantia em dinheiro, como, também, com mentoria e cursos de liderança em negócios. Na edição de 2024 a brasileira Isabela Chusid, fundadora da marca de sandálias veganas Linus, ficou em segundo lugar na categoria América Latina e Caribe. A primeria colocada nesta categoria foi a peruana Marlene Molero Suàrez, que fundou a Elsa by Gender Lab, que oferece uma ferramenta de análise de dados para ajudar empresas a prevenir o assédio sexual no ambiente de trabalho.
Esses são exemplos de tipos de iniciativas que ganham cada vez mais vulto mundialmente. Cabendo destaque ao fato de que elas apontam a tendência das empresas investirem em pautas do público feminino mesmo não sendo este o centro de seus negócios, como é o caso da Amazon e da Sigma.
Ratificando a importância do tema, o W20, um dos grupos de engajamento sob o G20, tratará de cinco pautas, dentre as quais está o empreendedorismo feminino e outros temas que são transversais a ele, que são: mulheres em STEM, enfrentamento da violência contra as mulheres, economia do cuidado e justiça climática.
Os pontos levantados acima falam sobre desafios, mas, também falam sobre oportunidades de gerar mudanças positivas na realidade das mulheres que empreendem. Bons caminhos para identificar iniciativas que podem gerar impacto positivo nesta realidade é buscar mapear de forma aprofundada o perfil e os principais desafios enfrentados pelas empreendedoras no Brasil e no mundo. Nesta tarefa, relatórios como os do Instituto Rede Mulheres, da The Global Entrepreneurship Monitor (GEM) e do projeto Women and Money da Ideo (financiado pela Fundação Melinda e Bill Gates) podem ser de grande ajuda.
Finalizo esta análise com recomendações trazidas por Ana Fontes e Débora Monteiro em seu artigo intitulado Empreendedoras transformam a sociedade. Elas recomendam caminhos para o fortalecimento dos empreendimentos de mulheres no Brasil, indica-se o seguinte: Facilitar acesso a diferentes tipos de capital; Oferecer mais oportunidades de acesso à inovação; Incentivar a digitalização dos negócios; Possibilitar maior acesso a mercados; Promover educação e capacitação; Garantir que os direitos das mulheres sejam assegurados.
Agora vamos conversar?
Responsa ao quiz abaixo e nos diga nos comentários o que você acha dessa tendência e como você e/ou sua organização têm se posicionado frente às dinâmicas e tópicos levantados acima.
Vamos adorar ouvir o que você tem a dizer.
Até breve!
O quanto esta tendência tem impactado a sua realidade?
Muito
Não sei ao certo
Pouco

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